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Quem somos eu?

Posted by Edinaldo Freitas on 23:02 in
Sim, sou mais de uma pessoa. Dois seres quem sabe, um feito de carne, outro de alma. Os sentimentos, o arder de uma verdadeira paixão, fazem manter minha alma aquecida. O desejo e o orgulho, satisfazem a carne.

No meio disso tudo eu não sei quem sou, desejo se mistura ao amor, a paixão se une ao orgulho. O medo, atrofia minhas veias, e o desprezo pelo meu sono aparece na lucidez de minha loucura.

Então, procuro ver com meus olhos fechados, sentir com minha frieza, e diante de tudo isso, procuro descobrir, "quem somos" eu?

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Seus pesadelos, meus sonhos

Posted by Edinaldo Freitas on 19:25 in ,



Parece que aos poucos, as coisas voltam a ser do meu jeito. Como sempre foram e que por algum motivo eu as deixei despercebidas a minha volta. Mas eu gostava de ter as coisas fora do lugar, por um tempo eu gostei de ser igual aos outros. Embora me doesse por dentro sentar em frente ao computador e não ter nada para escrever, eu gostava.

Foram raros os momentos em que senti falta de ser quem eu sou de verdade. Mas sentia, e isso me perturbava e me deixava perdido.

Agora estou aqui novamente, como sempre fui. Envolto de solidão. Mas se me perguntarem quais dos meus lados eu prefiro, talvez eu não saiba responder. Sinto falta dos sorrisos sinceros e das gargalhadas estrondosas. Mas esse, esse nunca fui eu!

Me amedronta o fato de ser um realizador de sonhos e não um sonhador. Criei expectativas quando deixei de ser sonhador e comecei a ser conquistador, algumas se perderam durante o caminho, e demasiadamente me fizeram sentir saudade de como sempre fui.

Enquanto isso, vou viver meu tempo, do meu jeito. O jeito que para todos é um pesadelo mas que pra mim, faz parte dos meus sonhos!

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Sonhando com a Vida!

Posted by Edinaldo Freitas on 08:37 in ,



Nem sempre os planos que fazemos durante a vida vão se concretizar, as vezes a vida é apenas feita de sonhos, sonhos que sonhamos muitas vezes com alguém do lado. E em outras muitas vezes, sozinhos. 

Mas também nem só sonhos viveremos, vai saber o que há por vir amanhã? A vida nos surpreende cada dia, com tombos, arranhões, escoriações que parecem não ter mais cura. Ela muitas vezes nos castiga, tirando algo que parecia certo, algo precioso.

Muitas vezes, ficamos surpresos com as surpresas que ela tem para nós, nem sempre boas, nem sempre ruins, mas todas necessárias. E façamos dessas surpresas estímulos para sorrir sempre que acordar, um gás a mais para fazer outras pessoas sorrirem e faça com que as outras pessoas te façam sorrir também.

A vida quando é inesperada é mais sentida, é mais vivida, é mais livre. Então, esqueça os planos que fizeste ontem, tudo pode mudar, pare de fazer planos para amanhã, sonhe um pouco com o hoje, e faça do hoje o seu sonho. Por que é bom, sonhar com a vida.

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Descanso, café e lembranças...

Posted by Edinaldo Freitas on 20:18 in

Sabe, faz tempo que não sentava na varanda, sentir o cheiro das flores, ver os pássaros se alvoroçarem ao final da tarde. Ao meu lado uma xícara de café, bem forte e pouco doce, as vezes lembra a saudade. Os olhos cansados pelas poucas noites de sono tranquilo, remavam com o silêncio na direção da profundidade do sono.

O vento batia levemente em meu rosto, o sol se esmaecia ao tocar o solo e com isso as nuvens tomavam cores diferente. Meus pés, suspensos no parapeito servia de apoio para que me embalasse na rede.

E não demora muito para que as lembranças boas comecem a aparecer em minha mente, dias frios envolta de uma lareira, os dias quentes em que eu corria de pés descalço pelo riacho dos fundos de casa. Uma dessas lembranças, foi o dia em que a felicidade bateu em minha porta, pois hoje, ela está enraizada em meu jardim, e me observa ao longe, terminar com minha xícara de café.

Se foi o amargo, restou no fundo o açúcar doce. Mais um gole, o último, se foi a saudade, restou as lembranças...

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A carta que levarei comigo!

Posted by Edinaldo Freitas on 21:45 in



Tirei um tempo para escrever essa carta, lembro-me do dia que pensei em como escrevê-la. Eu estava deitado com os olhos bem abertos, mirando o teto da casa, olhava firmemente cada ranhura no velho teto de gesso. A lua banhava a casa com um prateado pelas frestas da janela, e um vento gélido típico de final de inverno, dava as caras na rua. Mas isso pouco tem importância.

Queria ter escrito antes, mas não ouve tempo para que eu o fizesse. Meus olhos estavam cansados, meus braços mórbidos, imóveis. Minha mente delirava, eu ia e voltava 50, 60 anos atrás, tentei muitas vezes ir à frente, mas era impossível.

Lembranças de quando criança me vieram a cabeça, lembrei-me dos abraços e dos afagos de minha avó. Dos dias que passei sentado debaixo do pé de laranjeira, com os bolsos cheios de bolinha de gude. Rodeado de primos, todos brigando e se xingando até que nossos pais chegassem e colocassem todo mundo pra correr.

Talvez uma das melhores lembranças tenha sido a de meu primeiro e único amor. Ainda sinto os arrepios quando lembro-me de sua face me dizendo eu te amo! Bom minha querida, foram mais de 60 anos que passamos juntos, até que o tempo nos separou, mas hoje fecho meus olhos pela última vez, e vou ao teu encontro. Espero que esteja esperando por mim, talvez eu chegue primeiro que a carta, ou talvez a levarei comigo ou nem chegue a te entregar. 

Faço destas minhas últimas palavras, que senão faladas, foram pensadas. Faço dessa minha última carta, embora não tenha sido escrita, lembrarei de cada ponto, cada vírgula. Embrulho-a em um velho papel pardo, que antes guardava nossas fotos, hoje leva minhas lembranças. E faço deste meu último ponto, em meus textos e em minha vida.

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Um Minuto, Sessenta segundos!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:47 in
Feche os olhos e pense em qualquer coisa por um minuto...
E se a vida te desse apenas mais um minuto de vida, sessenta segundos mais, tempo suficiente para muitas mas pequenas coisas, não há tempo para para e pensar o que fazer, somente sessenta segundos, é agir no impulso, tornar-se irracional. Imagine-se seus último sessenta segundos de vida, e faça o que você mais gostaria de fazer, pense bem há tempo o suficiente para muitas, mas lembre-se pequenas coisas.

Pequenas coisas como um beijo, como um abraço, como um pedido de desculpas. Sessenta segundos para perdoar alguém, saciar alguma dúvida, questionar-se e questionar-me, responder-se, responder-me. 
Ainda há tempo o suficiente para dar um pedaço de pão à quem tem fome, estender um braço para ajudar alguém a se levantar, ainda há tempo, o suficiente para dizer que ama seus pais, seus filhos, sua /seu esposa(o), namorada(o), noiva(o), ou coisas do tipo. 

Já havia parado para pensar o quanto pode ser feito em um minuto, ou melhor, já parou um minuto para pensar???

... Mas aí me perguntem, se é possível fazer tudo em um minuto. Claro que vou responder que não. Mas se eu vivesse cada minuto como se fosse o último de minha vida? Não haveria tempo para tudo isso e muito mais? Pois bem, agora pare e me diga, em um minuto não dá pra ficar rico, em um minuto não é possível pisar em alguém para subir de cargo, em minuto é possível fazer apenas pequenas coisas. Coisas simples, simples como a vida, a qual a gente complica.

Ah, mais uma coisa, em minuto dá sim pra ser feliz, e quem sabe fazer outras pessoas felizes também, quem sabe comece com um sorriso!

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Vida de escritor

Posted by Edinaldo Freitas on 22:12 in
Tive horas pensando sobre meus fracassos, resolvi que vou largar tudo de mão, não quero mais escrever, chega, de ficar inventando histórias, escrevendo, escrevendo e escrevendo sem retorno algum. Passo noites acordados com um papel e um lápis no colo, com uma luz amarelada que só me faz arder os olhos.


Eu perco de viver minha vida, de tentar realizar meus sonhos, colocando em versos e textos os meus sentimentos. Meus cadernos velhos tem mais sentimentos do que a vida de muitas pessoas, e a cada dia fico mais velho.


Sinceramente, cansei, cansei desta vida, cansei deste dia, cansei meus dedos de tanto...


Foda-se , desisto de desistir, estou escrevendo de novo!

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De viagem ao passado!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:52 in

Hoje me deu vontade de viajar, pegar minhas malas e por no bagageiro de um ônibus. Mas quero fazer uma viagem diferente, quero voltar um pouco a meu passado, vou esperar ali na porteira de casa, o ônibus passar, e quando menos esperar, vou deixar para trás a estradinha de chão batido, com a poeira levantando e pairando sobre as flores que restaram após o início de um rigoroso inverno.O fim da tarde vai formando o cartão postal, que aos poucos, vai se moldando até que o sol se despeça e vá se embora!


E entre as curvas da estrada, vamos juntando as lembranças, as boas, as ruins, outras vão ficando a cada parada. Outras se juntam a meu presente, coisas que antes pareciam passar despercebidas, hoje estão ali lado a lado comigo, buscando o mesmo rumo, o mesmo tempo. Um tempo onde ser criança ainda era correr na rua tranquilamente, onde os fins de tarde eram esperados pelo belo pôr-do-sol, e não pelo desejo que o dia acabasse.


Estou a caminho deste tempo, onde as amizades eram verdadeiras e sinceras, que fique o pó, logo estarei chegando por lá, mesmo que em lembranças, mesmo que apenas no meu desejo. Mesmo que apenas por alguns segundos!

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Pequenas Coisas

Posted by Edinaldo Freitas on 00:54 in


Resolvi pegar meu lápis antes do relógio badalar, já são quase meia noite e sono não vem, talvez por ainda estar estarrecido com o que acontecerá num passado presente, não falo de tragédias, sonhos perdidos, momentos que quero esquecer, muito pelo contrário. Fico pensando, o quanto tempo passei sem saber o verdadeiro significado da palavra viver, eu pensava que que conhecia mas, só agora estou descobrindo que jamais havia conjugado este verbo. Hoje, antes de fechar os olhos, vou ficar lembrando de como é bom fazer alguém sorrir, mesmo que por poucos instantes, como é bom sorrir mesmo que por segundos, e por que não, sonhar um pouco acordado. 

Há tempos não conseguia afastar uma nuvem negra que pairava sobre mim, nem ventos fortes a levavam, não havia chuva caindo, nem temporais, somente escuro, deixando meu dia obsoleto, e hoje este céu abriu, vi as estrelas brilharem novamente, e com o céu limpo consigo ver além do que imaginava poder ver.

 E aos poucos, ao ir adormecendo, me viro para o canto e me vejo em futuro distante, contando para os meus netos, de como eram bom os sustos que a vida nos dava, dos tombos e de como é bom erguer a cabeça, olhar no olho, roubar um beijo, ou apenas cochichar no ouvido de alguém.


        E quando der meu ultimo suspiro eu possa levar comigo lembranças, lembranças de um tempo em que não fui figurante, nem protagonista neste teatro que é a vida, mas fiz valer a pena com as pequenas coisas que a ela me deu, e misturado ao meu último sorriso eu diga, VIVI.

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Minha pequena grande vida!

Posted by Edinaldo Freitas on 15:08 in

Sabe aquelas vezes que você vai sentado sozinho numa viagem de ônibus e a única coisa que tem pra fazer é olhar para o nada e pensar em tudo? Ontem fiz isso, embora não estivesse sozinho, olhei para o nada, e me vieram na cabeça as poucas boas lembranças de uma longa pequena vida de 20 anos. Lembrei de meus amigos de infância que andam esquecidos, por mero descuido ou por acasos dos destino, lembrei dos dias que passei junto de minha família, das horas que corriam com os primos nas festas de fim de ano até enlouquecer todo mundo, e nos colocarem de castigo. Lembrei de amigos que estão presentes, dos que estão longe, dos que estão voltando e dos que não voltam mais.
     
Por momentos me escorreu uma lágrimas dos olhos, mesmo que tímida, mas pude senti-la escorregar lentamente sobre meus rosto passando, depois sobre minha boca calando meu silêncio e chegando ao meu peito afagando minha dor, que mesmo pequena, eu ainda sentia pela ausência de algumas pessoas.
    

 Por alguns segundos me perdi no tempo, deixando para trás o que está por vir pela frente, pensei só no que já se foi, logo em seguida sorri lentamente, fechei meus olhos e apenas senti a brisa que soprava em minha direção, não falei nada, mas foram segundos mágicos, ao lado de todos que fizeram e vão fazer parte de minha vida, depois com os olhos já abertos resolvi voltar ao meus pensamentos pra dizer uma última frase. 

OBRIGADO DEUS POR MAIS UM ANO EM MINHA VIDA!




Depois de um tempinho afastado aqui do blog resolvi voltar a escrever, e no dia do meu aniversário, por isso dedico este texto a todos que um dia deixaram uma pequena ou grande marca em minha vida, acho que devo muito do que sou a estas pessoas. São os amigos, familiares,  professores, colegas, etc. Não posso correr o risco de citar todos aqui, por que são muitos e posso esquecer de alguém, mas muito obrigado a todos que ajudaram a escrever as minhas Histórias Curtas nesses meus 20 anos. 

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Sonhando com a Vida!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:05 in
De repente você acorda, olha para o lado e se vê sozinho, deitado, sem ninguém ao seu lado pra apertar sua a mão e te ajudar a levantar, mesmo que as vezes não seja necessário, você sabe que consegue sozinho, com um pouco mais de esforço, mas tem medo, de cair e dormir novamente, pouco se importa se a lucidez do dia está a sua frente, quer mais é ficar emaranhado entre as cobertas sufocado pelo escuro e pela agonia do medo.


Viver de sonhos nem sempre é bom, pois se um dia você acordar, verá um mundo totalmente diferente a sua frente, algo inimaginado pela sua sonhadora mente. Você percebe que passou tempo demais sonhando, e perdeu um precioso tempo da sua vida que poderia ser vivida. 


Provavelmente, ao ler este texto, pensará que isso que escrevo é loucura, mais coisa de minha inútil imaginação, pois bem, não posso fazer nada, apenas te dizer, viva a vida, não viva sonhando, corra atrás deles até alcança-los sem pressa, tudo na vida tem seu tempo, sem atropelar as coisas tentando fazer da vida um sonho, vai acabar como eu, as vezes com um lápis na mão, as vezes em frente a um velho computador, sonhando com a vida!

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A espera de um sorriso!

Posted by Edinaldo Freitas on 23:38 in , ,

Fico pensando, ali parado, do que tenho saudade? Será que são dos dias de felicidade, ou dos dias de tristeza? São dos sonhos que consegui alcançar, o dos que ainda quero sonhar? Nos meus piores dias, esperava para que alguém me pusesse um sorriso no rosto, após o sorriso, me vinham as lágrimas, eu não pudia demostrá-lo, estava tão longe.

Ontem sonhei com a saudade, me disse ela, que um dia voltará a me torturar, pouco me importo, se ela voltará a me torturar, coisas boas estão por vir, ou será que não? Fiquei um pouco apreensivo com meu próprio pensamento. Agora a insegurança me tortura, estou à deriva em minha mente, perdido em meus pensamentos, olho firmemente para frente, com os olhos arregalados, não vejo nada, simplesmente nada, estou agora perdido em minha mente.

Não consigo encontrar a saída, nem pelos meus olhos, nem pelos ouvidos, nada me perturba, estou só, sonhando acordado, o será que?...
Apenas quero fugir daqui, desse lugar que eu mesmo contruí, estou sozinho aqui , alguém me encontre agora, estou dentro de mim, perdido em meu eu interno, estou sendo controlado por mim mesmo, mas como me desligo de mim, quero fugir, preciso apenas que alguém me faça sorrir, só isso, grite no meu ouvido, apareça na frente de meus olhos, se é que eu ainda esteja aí, me salve de mim, lhe retribuirei com este que será meu último sorriso, pelo menos até o próximo chegar.

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O ciclo

Posted by Edinaldo Freitas on 23:47 in
De repente o céu se fecha, as nuvens escondem o sol no fim da tarde, tornando o dia noite, a lua entristecida, não acorda em meio as estrelas, que parecem, não quiseram brilhar.


As nuvens que esconderam a luz, agora enraivadas, assustam, discutem, tiram faíscas do céu, logo vem a chuva, ou será que são lágrimas?


Não resta mais flores da primavera passada, as lágrimas que caíram, molharam as folhas, que no outono cairão, o inverno castigará os galhos secos, que esperam o sol brilhar, a primavera dar as caras pra que tudo possa florir novamente.

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Sacudindo a nossa poeira.

Posted by Edinaldo Freitas on 00:07 in ,
Nunca você tinha sofrido tanto meu velho caderno, suas folhar ainda em branco, as vezes amareladas, agora tão rabiscadas pelo lápis, rasgadas pela borracha e molhadas pelas lágrimas.

Tinha deixado você de lado por um tempo não é mesmo? Pois bem, o mundo da cada volta, dessa vez quem foi abandonado fui eu, coisa irônica, logo lembrei de você, estamos junto novamente, lado a lado, sofrendo juntos.


Mas desta vez, não quero dividir contigo só tristezas, saudades e a surrealidade em que vivo. Não, apartir de agora, dividirei contigo também as coisas boas, para que o tempo não apague, se não for coisas vividas, serão lembranças, lembranças destes curtos quatro meses que nos afastaram tanto, deve ter te sentido só não é? Estou de volta, e posso lhe afirmar que embora tenha sumido, valeu cada segundo, foi praticamente inesquecível, está tudo guardado em mim, não a mais quem tire, fique tranquilo, lhe contarei tudo.


Bom acho que por hoje é só, vou te tirar deste canto, sacudir o pó de você, e do que restou de mim, quero você do meu lado, pra começar tudo de novo, mais uma vez.

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O que me restou do verão?!

Posted by Edinaldo Freitas on 23:21 in
 De uma hora pra outra, as luzes se apagam, a noite cai, e sob a lua, meu olhar entristecido, relembrando os últimos dias de verão. Antes que do sol ter se ido, as lembranças dos dias em que as coisas ainda davam certo, onde minha felicidade aflorava a cada nascer do sol, e após ele ter partido , meu sorriso era estampado, pelos sonhos abrilhantados pelas estrelas. Hoje, já não sei mais como sonho, se acordado com os olhos abertos para não acordar no meio das melhores partes, ou se com os olhos fechados, dormindo, para quando abri-los enxergar a realidade. 

Mas os dias passaram. E a felicidade?  Me resta novamente somente os lampejos, e como era no passado, sigo só, apenas meus pensamentos e eu, vivendo de sonhos, e vendo a realidade, sofrendo pelos dias que se foram, e esperando os que virão, olhando para o relógio e torcendo para que o tempo pare, e tenha mais dias como estes de meu último verão!




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Linhas, Lágrimas e Solidão

Posted by Edinaldo Freitas on 00:27 in ,

Descobri com o passar do tempo, que estou só, a cada nascer e a cada pôr do sol, algo me faz cada dia mais infeliz, mais perdido, estou agonizando em minha própria vida. Nada mais me importa, pareço já estar conformado, sei que minha vida não passará dessas linhas tortas e riscadas, pela ausência da borracha, não tem como apagar e escrever tudo novamente, somente passar um risco por cima, e torcer pra que ninguém mais o leia. 

Pareço estar apenas contando meus dias. Não consigo olhar pra este mostro pulsante que está em meu pulso, ele faz meu tempo cada vez mais curto. Diminui minha esperança a cada giro, a cada segundo, de que encontrarei a tal felicidade, e se me debruço em frente ao espelho, não tenho coragem de olhar nos meus próprios olhos. Vivo cada dia como se fosse somente uma ilusão, mas ninguém percebe a não ser eu. 

Está frio, eu estou perdido, e estou só, não encontro os trilhos para traçar o destino de minha vida. Sigo em frente sem saber ao certo o rumo que estou seguindo. Todos me olham, me julgam, dizem que sou único, mas não sabem que eu trocaria tudo isso pelo prazer de ser apenas mais um.





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Entre a poeira do baú.

Posted by Edinaldo Freitas on 22:22 in ,
Depois de muito tempo, resolvi tirar o pó de cima daquele velho baú, fazia tempo que eu queria fazer isso, confesso que tava com um pouco de medo do que estava ali dentro, mas tomei coragem e segui em frente, aos poucos, fui levantando sua pesada tampa, a poeira descia lentamente pelos lados, daquele velho baú.


Embora fossem muitas coisas velhas misturadas aos velhos álbuns não era difícil encontrar lembranças entre a poeira, ainda conseguia sentir o vento em meu rosto ao ver as fotos do verão de 92, meio desbotadas e amareladas pelo tempo, algumas já estavam rasgadas, borradas, mas ainda guardavam as mais belas lembranças, de dias que acabaram se tornando inesquecíveis.


São fotos que marcaram os dias mais felizes de minha curta vida, naquele pequeno álbum, já com a capa rasgada te dando rodar, pelas mãos de diversas gerações de minha família, estavam todos meus sentimentos, toda minha história, e tinha certeza, que entre a poeira daquele velho baú, estava meu presente, meu passado e também meu futuro.






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Felicidade, minha insegurança!

Posted by Edinaldo Freitas on 20:16 in
Após horas , com meu caderno na mão, o lápis e a borracha ao meu lado, depois de dias, tentando remoer medos, sonhos, fracassos e tristezas, para encontar a fonte de inspiração para meus textos, resolvi largar tudo de lado.


E nisso acabei descobrindo, que nem sempre estarei infeliz, nem sempre sonharei acordado, e que minha vida não é essa agonia que me rodeia todos os dias, por horas pensei, rascunhos, muitos rascunhos se foram ao pé da cama, a borracha, perdeu sua vida em minhas mãos.


Eis, que resollvi dar um tempo, larguei a borracha, e resolvi viver, viver para simplesmente sentir a felicidade que se aproxima cada dia mais, como vento em um temporal de verão, vem rápido, forte, as vezes assusta, nos deixa quietos, escondidos com sua fúria, leva embora, os restos das flores que ainda lembravam os dias de primavera.


Mas tudo passa, e é bom saber, que após a tempestade vem a calmaria, e que os dias ficaram mais belos e mais alegres após a chegada da chuva, , que em fim, me lavou a alma, levou minha insegurança, junto com o vento, e me deixou a certeza, que estou feliz.

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Talvez o tempo me faça sonhar novamente!!!

Posted by Edinaldo Freitas on 19:54 in
   A tanto tempo me faltam as palavras para escrever, já não pego mais o lápis, por que sei que estou sem dores, nada mais me aflinge e meus sonhos estão cada dia mais reais, talvez o tempo tenha passado, e eu de uma forma ou de outra acabei me acostumando a ser monótono, acabei mergulhando em sonhos, somente sonhos, sonhava acordado, todos os dias, tinha medo de fechar os olhos e ao abri-los no outro dia, saber que acordei, saber que parei de sonhar acordado, e que tudo virou realidade.
   As vezes penso que a vida é uma simples ilusão, ou você se ilude com ela, ou morre sem simplesmente viver. Não importa o tempo que passo olhando pra frente pra ver o quão longe a vista enxerga ,não consigo ver além do presente, não adianta mais fechar os olhos e fingir que estou sonhando novamente, sumiram minhas agonias, meus sofrimentos e minhas tristezas. E sinto cada vez mais que meus sonhos estão despertando com o nascer de minha nova vida.
   Mas está felicidade me entristece, pois deixei pra trás a minha ilusão, minha razão de sonhar e o simples fato viver o agora, não me deixa mais pensar em amanhã,e vi que estou acostumado sofrer, sonhar, e não tenho forças suficiente para dar boas vindas a felicidade.

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Desabafos de quem não chora - II

Posted by Edinaldo Freitas on 22:18 in , ,
Tornei a pegar o lápis, antes mesmo que meus olhos se fechem com o sono, dessa vez, deichei de lado a borracha, não quero mais ter medo de meus erros, quero viver instintivamente, e não importa que meus erros sejam brutais, que não consiga consertá-los, irei embrulha-los e joga-los junto aos outros que estão amaçados nos pés da cama.


E amanhã, quando o sol mostrar seu brilho pelas frestas da janela, algo vai iluminar meu rosto, um flash de luz baterá em meus olhos. E ao me levantar irei ver meus erros, jogados aos pés da cama.


Sei que normalmente os jogaria na lixeira, para que ali fossem esquecidos, talvez por egoísmo, talvez fosse por instinto, talvez fosse por medo. Mas hoje, seria diferente, por meus erros ainda estavam ali, tive de olha-los novamente, rele-los. Não estão mais obscuros e escondidos em minha mente, se tornaram lúcidas as respostas, e meus erros não estão mais errados, são sentimentos, meu instinto fez com que eu escrevesse assim, lágrimas? Não, são só desabafos de quem não chora.




Meus velhos textos.

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