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Descanso, café e lembranças...

Posted by Edinaldo Freitas on 20:18 in

Sabe, faz tempo que não sentava na varanda, sentir o cheiro das flores, ver os pássaros se alvoroçarem ao final da tarde. Ao meu lado uma xícara de café, bem forte e pouco doce, as vezes lembra a saudade. Os olhos cansados pelas poucas noites de sono tranquilo, remavam com o silêncio na direção da profundidade do sono.

O vento batia levemente em meu rosto, o sol se esmaecia ao tocar o solo e com isso as nuvens tomavam cores diferente. Meus pés, suspensos no parapeito servia de apoio para que me embalasse na rede.

E não demora muito para que as lembranças boas comecem a aparecer em minha mente, dias frios envolta de uma lareira, os dias quentes em que eu corria de pés descalço pelo riacho dos fundos de casa. Uma dessas lembranças, foi o dia em que a felicidade bateu em minha porta, pois hoje, ela está enraizada em meu jardim, e me observa ao longe, terminar com minha xícara de café.

Se foi o amargo, restou no fundo o açúcar doce. Mais um gole, o último, se foi a saudade, restou as lembranças...

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A carta que levarei comigo!

Posted by Edinaldo Freitas on 21:45 in



Tirei um tempo para escrever essa carta, lembro-me do dia que pensei em como escrevê-la. Eu estava deitado com os olhos bem abertos, mirando o teto da casa, olhava firmemente cada ranhura no velho teto de gesso. A lua banhava a casa com um prateado pelas frestas da janela, e um vento gélido típico de final de inverno, dava as caras na rua. Mas isso pouco tem importância.

Queria ter escrito antes, mas não ouve tempo para que eu o fizesse. Meus olhos estavam cansados, meus braços mórbidos, imóveis. Minha mente delirava, eu ia e voltava 50, 60 anos atrás, tentei muitas vezes ir à frente, mas era impossível.

Lembranças de quando criança me vieram a cabeça, lembrei-me dos abraços e dos afagos de minha avó. Dos dias que passei sentado debaixo do pé de laranjeira, com os bolsos cheios de bolinha de gude. Rodeado de primos, todos brigando e se xingando até que nossos pais chegassem e colocassem todo mundo pra correr.

Talvez uma das melhores lembranças tenha sido a de meu primeiro e único amor. Ainda sinto os arrepios quando lembro-me de sua face me dizendo eu te amo! Bom minha querida, foram mais de 60 anos que passamos juntos, até que o tempo nos separou, mas hoje fecho meus olhos pela última vez, e vou ao teu encontro. Espero que esteja esperando por mim, talvez eu chegue primeiro que a carta, ou talvez a levarei comigo ou nem chegue a te entregar. 

Faço destas minhas últimas palavras, que senão faladas, foram pensadas. Faço dessa minha última carta, embora não tenha sido escrita, lembrarei de cada ponto, cada vírgula. Embrulho-a em um velho papel pardo, que antes guardava nossas fotos, hoje leva minhas lembranças. E faço deste meu último ponto, em meus textos e em minha vida.

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Um Minuto, Sessenta segundos!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:47 in
Feche os olhos e pense em qualquer coisa por um minuto...
E se a vida te desse apenas mais um minuto de vida, sessenta segundos mais, tempo suficiente para muitas mas pequenas coisas, não há tempo para para e pensar o que fazer, somente sessenta segundos, é agir no impulso, tornar-se irracional. Imagine-se seus último sessenta segundos de vida, e faça o que você mais gostaria de fazer, pense bem há tempo o suficiente para muitas, mas lembre-se pequenas coisas.

Pequenas coisas como um beijo, como um abraço, como um pedido de desculpas. Sessenta segundos para perdoar alguém, saciar alguma dúvida, questionar-se e questionar-me, responder-se, responder-me. 
Ainda há tempo o suficiente para dar um pedaço de pão à quem tem fome, estender um braço para ajudar alguém a se levantar, ainda há tempo, o suficiente para dizer que ama seus pais, seus filhos, sua /seu esposa(o), namorada(o), noiva(o), ou coisas do tipo. 

Já havia parado para pensar o quanto pode ser feito em um minuto, ou melhor, já parou um minuto para pensar???

... Mas aí me perguntem, se é possível fazer tudo em um minuto. Claro que vou responder que não. Mas se eu vivesse cada minuto como se fosse o último de minha vida? Não haveria tempo para tudo isso e muito mais? Pois bem, agora pare e me diga, em um minuto não dá pra ficar rico, em um minuto não é possível pisar em alguém para subir de cargo, em minuto é possível fazer apenas pequenas coisas. Coisas simples, simples como a vida, a qual a gente complica.

Ah, mais uma coisa, em minuto dá sim pra ser feliz, e quem sabe fazer outras pessoas felizes também, quem sabe comece com um sorriso!

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Vida de escritor

Posted by Edinaldo Freitas on 22:12 in
Tive horas pensando sobre meus fracassos, resolvi que vou largar tudo de mão, não quero mais escrever, chega, de ficar inventando histórias, escrevendo, escrevendo e escrevendo sem retorno algum. Passo noites acordados com um papel e um lápis no colo, com uma luz amarelada que só me faz arder os olhos.


Eu perco de viver minha vida, de tentar realizar meus sonhos, colocando em versos e textos os meus sentimentos. Meus cadernos velhos tem mais sentimentos do que a vida de muitas pessoas, e a cada dia fico mais velho.


Sinceramente, cansei, cansei desta vida, cansei deste dia, cansei meus dedos de tanto...


Foda-se , desisto de desistir, estou escrevendo de novo!

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De viagem ao passado!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:52 in

Hoje me deu vontade de viajar, pegar minhas malas e por no bagageiro de um ônibus. Mas quero fazer uma viagem diferente, quero voltar um pouco a meu passado, vou esperar ali na porteira de casa, o ônibus passar, e quando menos esperar, vou deixar para trás a estradinha de chão batido, com a poeira levantando e pairando sobre as flores que restaram após o início de um rigoroso inverno.O fim da tarde vai formando o cartão postal, que aos poucos, vai se moldando até que o sol se despeça e vá se embora!


E entre as curvas da estrada, vamos juntando as lembranças, as boas, as ruins, outras vão ficando a cada parada. Outras se juntam a meu presente, coisas que antes pareciam passar despercebidas, hoje estão ali lado a lado comigo, buscando o mesmo rumo, o mesmo tempo. Um tempo onde ser criança ainda era correr na rua tranquilamente, onde os fins de tarde eram esperados pelo belo pôr-do-sol, e não pelo desejo que o dia acabasse.


Estou a caminho deste tempo, onde as amizades eram verdadeiras e sinceras, que fique o pó, logo estarei chegando por lá, mesmo que em lembranças, mesmo que apenas no meu desejo. Mesmo que apenas por alguns segundos!

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Pequenas Coisas

Posted by Edinaldo Freitas on 00:54 in


Resolvi pegar meu lápis antes do relógio badalar, já são quase meia noite e sono não vem, talvez por ainda estar estarrecido com o que acontecerá num passado presente, não falo de tragédias, sonhos perdidos, momentos que quero esquecer, muito pelo contrário. Fico pensando, o quanto tempo passei sem saber o verdadeiro significado da palavra viver, eu pensava que que conhecia mas, só agora estou descobrindo que jamais havia conjugado este verbo. Hoje, antes de fechar os olhos, vou ficar lembrando de como é bom fazer alguém sorrir, mesmo que por poucos instantes, como é bom sorrir mesmo que por segundos, e por que não, sonhar um pouco acordado. 

Há tempos não conseguia afastar uma nuvem negra que pairava sobre mim, nem ventos fortes a levavam, não havia chuva caindo, nem temporais, somente escuro, deixando meu dia obsoleto, e hoje este céu abriu, vi as estrelas brilharem novamente, e com o céu limpo consigo ver além do que imaginava poder ver.

 E aos poucos, ao ir adormecendo, me viro para o canto e me vejo em futuro distante, contando para os meus netos, de como eram bom os sustos que a vida nos dava, dos tombos e de como é bom erguer a cabeça, olhar no olho, roubar um beijo, ou apenas cochichar no ouvido de alguém.


        E quando der meu ultimo suspiro eu possa levar comigo lembranças, lembranças de um tempo em que não fui figurante, nem protagonista neste teatro que é a vida, mas fiz valer a pena com as pequenas coisas que a ela me deu, e misturado ao meu último sorriso eu diga, VIVI.

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Minha pequena grande vida!

Posted by Edinaldo Freitas on 15:08 in

Sabe aquelas vezes que você vai sentado sozinho numa viagem de ônibus e a única coisa que tem pra fazer é olhar para o nada e pensar em tudo? Ontem fiz isso, embora não estivesse sozinho, olhei para o nada, e me vieram na cabeça as poucas boas lembranças de uma longa pequena vida de 20 anos. Lembrei de meus amigos de infância que andam esquecidos, por mero descuido ou por acasos dos destino, lembrei dos dias que passei junto de minha família, das horas que corriam com os primos nas festas de fim de ano até enlouquecer todo mundo, e nos colocarem de castigo. Lembrei de amigos que estão presentes, dos que estão longe, dos que estão voltando e dos que não voltam mais.
     
Por momentos me escorreu uma lágrimas dos olhos, mesmo que tímida, mas pude senti-la escorregar lentamente sobre meus rosto passando, depois sobre minha boca calando meu silêncio e chegando ao meu peito afagando minha dor, que mesmo pequena, eu ainda sentia pela ausência de algumas pessoas.
    

 Por alguns segundos me perdi no tempo, deixando para trás o que está por vir pela frente, pensei só no que já se foi, logo em seguida sorri lentamente, fechei meus olhos e apenas senti a brisa que soprava em minha direção, não falei nada, mas foram segundos mágicos, ao lado de todos que fizeram e vão fazer parte de minha vida, depois com os olhos já abertos resolvi voltar ao meus pensamentos pra dizer uma última frase. 

OBRIGADO DEUS POR MAIS UM ANO EM MINHA VIDA!




Depois de um tempinho afastado aqui do blog resolvi voltar a escrever, e no dia do meu aniversário, por isso dedico este texto a todos que um dia deixaram uma pequena ou grande marca em minha vida, acho que devo muito do que sou a estas pessoas. São os amigos, familiares,  professores, colegas, etc. Não posso correr o risco de citar todos aqui, por que são muitos e posso esquecer de alguém, mas muito obrigado a todos que ajudaram a escrever as minhas Histórias Curtas nesses meus 20 anos. 

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Sonhando com a Vida!

Posted by Edinaldo Freitas on 22:05 in
De repente você acorda, olha para o lado e se vê sozinho, deitado, sem ninguém ao seu lado pra apertar sua a mão e te ajudar a levantar, mesmo que as vezes não seja necessário, você sabe que consegue sozinho, com um pouco mais de esforço, mas tem medo, de cair e dormir novamente, pouco se importa se a lucidez do dia está a sua frente, quer mais é ficar emaranhado entre as cobertas sufocado pelo escuro e pela agonia do medo.


Viver de sonhos nem sempre é bom, pois se um dia você acordar, verá um mundo totalmente diferente a sua frente, algo inimaginado pela sua sonhadora mente. Você percebe que passou tempo demais sonhando, e perdeu um precioso tempo da sua vida que poderia ser vivida. 


Provavelmente, ao ler este texto, pensará que isso que escrevo é loucura, mais coisa de minha inútil imaginação, pois bem, não posso fazer nada, apenas te dizer, viva a vida, não viva sonhando, corra atrás deles até alcança-los sem pressa, tudo na vida tem seu tempo, sem atropelar as coisas tentando fazer da vida um sonho, vai acabar como eu, as vezes com um lápis na mão, as vezes em frente a um velho computador, sonhando com a vida!

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A espera de um sorriso!

Posted by Edinaldo Freitas on 23:38 in , ,

Fico pensando, ali parado, do que tenho saudade? Será que são dos dias de felicidade, ou dos dias de tristeza? São dos sonhos que consegui alcançar, o dos que ainda quero sonhar? Nos meus piores dias, esperava para que alguém me pusesse um sorriso no rosto, após o sorriso, me vinham as lágrimas, eu não pudia demostrá-lo, estava tão longe.

Ontem sonhei com a saudade, me disse ela, que um dia voltará a me torturar, pouco me importo, se ela voltará a me torturar, coisas boas estão por vir, ou será que não? Fiquei um pouco apreensivo com meu próprio pensamento. Agora a insegurança me tortura, estou à deriva em minha mente, perdido em meus pensamentos, olho firmemente para frente, com os olhos arregalados, não vejo nada, simplesmente nada, estou agora perdido em minha mente.

Não consigo encontrar a saída, nem pelos meus olhos, nem pelos ouvidos, nada me perturba, estou só, sonhando acordado, o será que?...
Apenas quero fugir daqui, desse lugar que eu mesmo contruí, estou sozinho aqui , alguém me encontre agora, estou dentro de mim, perdido em meu eu interno, estou sendo controlado por mim mesmo, mas como me desligo de mim, quero fugir, preciso apenas que alguém me faça sorrir, só isso, grite no meu ouvido, apareça na frente de meus olhos, se é que eu ainda esteja aí, me salve de mim, lhe retribuirei com este que será meu último sorriso, pelo menos até o próximo chegar.

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O ciclo

Posted by Edinaldo Freitas on 23:47 in
De repente o céu se fecha, as nuvens escondem o sol no fim da tarde, tornando o dia noite, a lua entristecida, não acorda em meio as estrelas, que parecem, não quiseram brilhar.


As nuvens que esconderam a luz, agora enraivadas, assustam, discutem, tiram faíscas do céu, logo vem a chuva, ou será que são lágrimas?


Não resta mais flores da primavera passada, as lágrimas que caíram, molharam as folhas, que no outono cairão, o inverno castigará os galhos secos, que esperam o sol brilhar, a primavera dar as caras pra que tudo possa florir novamente.

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Sacudindo a nossa poeira.

Posted by Edinaldo Freitas on 00:07 in ,
Nunca você tinha sofrido tanto meu velho caderno, suas folhar ainda em branco, as vezes amareladas, agora tão rabiscadas pelo lápis, rasgadas pela borracha e molhadas pelas lágrimas.

Tinha deixado você de lado por um tempo não é mesmo? Pois bem, o mundo da cada volta, dessa vez quem foi abandonado fui eu, coisa irônica, logo lembrei de você, estamos junto novamente, lado a lado, sofrendo juntos.


Mas desta vez, não quero dividir contigo só tristezas, saudades e a surrealidade em que vivo. Não, apartir de agora, dividirei contigo também as coisas boas, para que o tempo não apague, se não for coisas vividas, serão lembranças, lembranças destes curtos quatro meses que nos afastaram tanto, deve ter te sentido só não é? Estou de volta, e posso lhe afirmar que embora tenha sumido, valeu cada segundo, foi praticamente inesquecível, está tudo guardado em mim, não a mais quem tire, fique tranquilo, lhe contarei tudo.


Bom acho que por hoje é só, vou te tirar deste canto, sacudir o pó de você, e do que restou de mim, quero você do meu lado, pra começar tudo de novo, mais uma vez.

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O que me restou do verão?!

Posted by Edinaldo Freitas on 23:21 in
 De uma hora pra outra, as luzes se apagam, a noite cai, e sob a lua, meu olhar entristecido, relembrando os últimos dias de verão. Antes que do sol ter se ido, as lembranças dos dias em que as coisas ainda davam certo, onde minha felicidade aflorava a cada nascer do sol, e após ele ter partido , meu sorriso era estampado, pelos sonhos abrilhantados pelas estrelas. Hoje, já não sei mais como sonho, se acordado com os olhos abertos para não acordar no meio das melhores partes, ou se com os olhos fechados, dormindo, para quando abri-los enxergar a realidade. 

Mas os dias passaram. E a felicidade?  Me resta novamente somente os lampejos, e como era no passado, sigo só, apenas meus pensamentos e eu, vivendo de sonhos, e vendo a realidade, sofrendo pelos dias que se foram, e esperando os que virão, olhando para o relógio e torcendo para que o tempo pare, e tenha mais dias como estes de meu último verão!




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Meus erros de verão!

Posted by Edinaldo Freitas on 14:32 in



Horas e horas
Passadas em vão, 
Dias sumindo
Nas tardes de verão

Fico revendo meus erros
Deixados para trás
Um passado sem freio
Que machuca demais

As horas passam e não sei pra onde vou
Se sigo seus passos
Ou se fico onde estou
O dia some fico em meio a escuridão
Sentado pensando
Em quanto dias vem e vão

Dias e dias ficaram pra trás
Fico sonhando
Pensando em nós dois
Vivendo muito mais

Hoje tão longe
Não sei onde você está
O mundo gira, eu só quero te abraçar
Só te abraçar, só te abraçar.

As horas passam e não sei pra onde vou
Se sigo seus passos
Ou se fico onde estou
O dia some fico em meio a escuridão
Sentado pensando
Em quanto dias vem e vão

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Tão longe!

Posted by Edinaldo Freitas on 13:46 in



Não sei mais o que faço
Se fecho meus olhos
Ou se sigo seus passos


Saudades, sorrisos e sonhos
Mas um pouco de solidão
Sinto meu abandono
Arde meu peito em paixão.


Te sinto mais longe
Mesmo estando perto
Feito água que some da fonte
Feito frio, que foge do deserto


Queria, que estivesse do meu lado
Pra mim poder dizer que te amo
Mas insiste em estar longe, e me sinto mal amado. 


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